SERRA DE AIRE

PicMonkey Collage Serra de Aire

A Serra de Aire situada no coração do maciço calcário estremenho, eleva-se a 678 metros de altitude. Abrange os concelhos de Ourém, Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, marcando a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste. Em conjunto com a sua vizinha Serra dos Candeeiros, dá o nome ao Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, que abrange ainda a Serra da Mendiga.
É conhecida pelas suas impressionantes grutas naturais situadas no Parque Natural, sendo a de maior importância espeleológica a Gruta da Nascente do Rio Almonda, localizada no Vale da Serra, concelho de Torres Novas. Este verdadeiro «tesouro subterrâno» estende-se por 15km nos quais foram encontradas várias jazidas arqueológicas que vão desde o Paleolítico Inferior até à época romana.

Locais de interesse:
Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire (Ourém)
Praia Fluvial dos Olhos d’Água do Alviela (nascente do rio Alviela na Louriceira, Alcanena) – situa-se a 19km de Torres Novas
Centro de Ciência Viva – Carsoscópio (Alviela – praia fluvial)
Polje de Mira-Minde (Mira d’aire, Minde)
Lagoas do Arrimal (Arrimal, Porto de Mós)
CISGAP – Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena (Vale de Mar, Alcanede)
Marinhas de Sal (Fonte da Bica, Rio Maior)

TORRES NOVAS

PicMonkey Collage Torres Novas

Desde os tempos longínquos do Paleolítico que o homem vem deixando marcas da sua presença por terras, agora, torrejanas, em locais situados na orla da rede cársica do rio Almonda, como as grutas de Buraca da Moura e da Oliveira ou a Lapa da Bugalheira.
Tempos mais tarde, nos primórdios do domínio romano, Cardílio e Avita tornaram-se proprietários de uma das diversas “villae” existentes na zona, a Vila Cardílio, que foi habitada nos séculos I a IV d.C. e entre as suas ruínas recuperaram-se painéis de mosaicos coloridos, moedas, esculturas, a par da inscrição latina que numa interpretação deseja felicidades ao casal na sua “villa da torre”, expressão associada a uma origem plausível do topónimo Torres Novas.
A partir do século XII, o território então conhecido por Turris começou a ganhar os seus contornos atuais, com a expulsão dos invasores árabes pelas tropas de D. Afonso Henriques (1148)
A cidade começou a ser desenhada em torno do castelo, monumento único no país com as suas 11 torres, e expandiu-se ao longo dos séculos pela encosta abaixo até à margem do Almonda, cujas pequenas pontes favorecem o passeio pela terra.
Hoje, quando se observa a povoação da fortaleza medieval, percebe-se o motivo pelo qual gregos, romanos, celtas e árabes instalaram aqui povoados e lutaram arduamente pelo domínio da fortaleza, que de tão destruída acabou por ter várias vezes… torres novas.

Locais de interesse:
Castelo de Torres Novas
Museu Municipal Carlos Reis

Praça 5 de Outubro
Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros (PNSAC)
Ruínas Romanas da Vila de Cardílio
Grutas do Almonda
Rio Almonda
Ribeira da Beselga
Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros
Reserva Natural do Paul do Boquilobo

TOMAR

PicMonkey Collage Tomar

No século I a.C, nas atuais terras tomarenses, foi fundada a Nabância, povoação atravessada pelo rio Nabanis, situada nas redondezas da urbe proeminente que o imperador Augusto fundaria no século seguinte e apelidaria de Sellium. Esta última integrava a rede viária romana que unia Olisipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga) e a Emerita (Mérida), bem como a rota comercial vinícola que incluía províncias mediterrânicas.
A cidade foi abandonada na segunda metade do século V e repovoada a partir do século XII, altura em que D. Afonso Henriques conquistou a região aos mouros (1147) e a doou por carta régia à Ordem do Templo (1159). Em 1160, o mestre templário D. Gualdim Pais iniciava a construção do Castelo de Tomar.

O plano da cidade medieval organiza-se em cruz com os 4 braços apontando os 4 pontos cardeais marcados pelos 4 conventos da cidade. O centro, onde se situam a Câmara Municipal e a Igreja Matriz, é a Praça da República, a partir da qual irradiam os principais edifícios públicos e religiosos; a sul, a Sinagoga, o antigo Hospital da Misericórdia, o Convento de S. Francisco e o antigo Rossio da Vila; a norte, a sede da Assembleia Municipal, as capelas de S. Gregório e da Senhora da Piedade e o antigo Convento da Anunciada; a oeste, a colina do Castelo, a Ermida da Senhora da Conceição e o Convento de Cristo; a leste, a Ponte, as antigas Moagens e Moinhos da Vila, o Convento de Sta. Iria, a saída para a Igreja de Sra. Maria do Olival e zona escolar da cidade, com o Instituto Politécnico a rematar.
Perseguindo esta geometria simbólica, é interessante constatar que, com centro na igreja manuelina, à Praça da República, se gera a circunferência que une a Charola do Convento (oratório templário) aos Conventos da Anunciada, de Sta. Iria e de S. Francisco.
Eis, assim, o circulo, qual espaço sagrado, dentro da qual se desenvolveu Tomar.
Tomar situa-se a 22km de Torres Novas.

Locais de interesse:
Convento de Cristo –  é o nome pelo qual é geralmente conhecido o conjunto monumental constituído pelo Castelo Templário de Tomar, o convento da Ordem de Cristo da época do Renascimento, a cerca conventual, hoje conhecida por Mata Nacional dos Sete Montes, a Ermida da Imaculada Conceição e o aqueduto conventual conhecido por Aqueduto dos Pegões Altos.
Elementos emblemáticos do monumento: Janela do Capítulo, Charola Templária, Claustro Principal, Porta de Almedina.
Capela de São Gregório
Capela de Santa Iria
Capela de São Lourenço
Igreja de Santa Maria dos Olivais -dedicada a Santa Maria, foi panteão da Ordem do Templo, desde o século XIII. Ali se encontram sepultados alguns Mestres Templários, entre os quais D. Gualdim Pais, fundador da cidade.
Museu dos Fósforos e Convento de S. Francisco
Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto (Sinagoga)
Praça da República – Praça central da cidade onde de encontra a Igreja de S.João Batista, os Paços do Concelho e ao centro a estátua de D.Gualdim Pais, Mestre dos Cavaleiros do Templo.
Anta do Vale da Laje – com mais de 7500 anos, é o monumento funerário megalítico mais antigo a norte do rio Tejo.
Rio Nabão, Jardim e Roda do Mouchão
Barragem de Castelo de Bode – bem no meio da albufeira localiza-se a Ilha do Lombo, um local idílico, onde está inclusivamente situada uma agradável estalagem.

VILA NOVA DA BARQUINHA

PicMonkey Collage Vila Nova da Barquinha

A localização estratégica da região cedo foi reconhecida pelos invasores romanos e árabes, atribuindo-se a estes dois povos a possível origem do castelo de Almourol, fortaleza defensiva edificada num ilhéu do rio Tejo que D. Gualdim Pais viria a reconstruir após a reconquista cristã.
Os mouros foram derrotados pelas tropas de D. Afonso Henriques no ano de 1129, o território passou então a integrar o reino português até à sua doação à Ordem do Templo (1169).
A história do concelho da Barquinha é, inevitavelmente,a história do Tejo: o comércio marítimo e a pesca de sobrevivência. A importância do Tejo nas rotas comerciais e comunicacionais fortaleceu-se e foi reconhecida durante o domínio filipino com a realização de obras profundas no leito do rio que favoreciam as condições de navegabilidade e a ligação com Espanha (século XVII), bem como pela construção de um porto fluvial num aglomerado ribeirinho denominado “Barca” devido ao declínio de Tancos (XVIII).
Este singelo local com barca de passagem para a margem esquerda do rio, que a partir de 1771 se chamou Barquinha.
Vila Nova da Barquinha situa-se a 17km de Torres Novas.

Pontos de interesse:
Castelo de Almourol
Museu Etnográfico 21
Museu de Engenharia
Museu das Tropas Aerotransportadoras
Parque de Escultura Contemporânea Almourol
Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo
Praça de Touros
Igreja Matriz de Tancos
Igreja Matriz de Atalaia
Centro Integrado de Educação em Ciências

Atividades de Aventura:
Clube Náutico Barquinhense
– Canoagem, Rafting, Paintball, Rappel, Slide;
Pára Clube Nacional “Os Bóinas Verdes” – Pára-quedismo, Balonismo, Equitação, Mergulho;
Grupo de Cicloturismo Barquinhense – Cicloturismo, BTT.

FÁTIMA

PicMonkey Collage Fátima

A cidade de Fátima pertence ao concelho de Ourém e situa-se no coração da Serra de Aire.
A história de Fátima está associada a três crianças (os pastorinhos de Fátima), Lúcia, Francisco e Jacinta que em 13 de maio de 1917, quando estavam a apascentar as suas ovelhas na Cova da Iria, testemunharam a aparição de uma senhora de branco. A senhora, mais tarde referida como Senhora do Rosário, aparentava ter sido enviada por Deus com uma mensagem: rezar, penitenciar e consagrar.
O fortalecimento da crença potenciou a construção do Santuário de Fátima, um dos espaços com maior valor espiritual na devoção mariana a nível mundial, começando com a Capelinha das Aparições em 1919, seguida pela Basílica de Nossa Senhora do Rosário (1928) e, mais recentemente, a Basílica da Santíssima Trindade (2007).
Desde as aparições da Senhora do Rosário aos pastorinhos, os segredos por ela revelados e que permaneceram ocultos por anos, o Milagre do Sol testemunhado por milhares de populares, Fátima é um local de culto e peregrinação de milhares de fiéis.
Fátima situa-se a 21km de Torres Novas.

Locais a visitar:
Santuário de Fátima
Basílica de N. Sra. do Rosário de Fátima
Basílica da Santíssima Trindade
Capelinha das Aparições
Valinhos
Via Sacra e Calvário
Loça do Anjo
Aljustrel – Aldeia dos Pastorinhos
Museu de Cera
Museu Interactivo “O Milagre de Fátima”
Museu Vida de Cristo
Museu de Arte Sacra e Etnologia
Gruta do Papagaio
Pia do Urso – parque temático e circuito pedestre

OURÉM

PicMonkey Collage Ourém

A presença humana em Ourém é muito anterior aos domínios portugueses. O povoado do Agroal (Formigais), bem como as grutas da Lapa dos Furos (Formigais) e do Casal do Papagaio (Fátima), comprovam a ocupação da região desde o Paleolítico. Alguns destes sítios arqueológicos contêm vestígios das épocas históricas sucedâneas, nomeadamente do período romano, durante o qual surgiram as “villae” de Sandoeira (Rio de Couros) e de Coinas (Atouguia).
Na época da reconquista cristã, mais propriamente no ano de 1136, D. Afonso Henriques expulsou os exércitos árabes das terras de “Abdegas” e conquistou o castelo mouro de Auren, cujo nome influenciou a toponímia do concelho; ou, segundo a Lenda da Princesa Fátima, o nome de Ourém resulta de Oureana, o nome cristão de uma moura chamada Fátima (nome que viria a ser atribuído à localidade de Fátima), que se converteu ao cristianismo, depois de se apaixonar por um cristão.
Ourém situa-se a 24km de Torres Novas.

Locais de interesse:
Praia Fluvial do Agroal
– Integra a maior nascente do Rio Nabão, muito apreciada pelas suas águas frias, com fama de serem termais.
Castelo de Ourém
Antiga Vila de Ourém e Porta da Vila ou Porta de Santarém
Paço dos Condes de Ourém
Igreja Matriz de Ourém / Igreja de Nossa Senhora da Piedade
Edifícios das Antigas Prisões / Solar de Baco
Cripta e Túmulo de Dom Afonso
Capela da Nossa Senhora da Conceição
Solar do Administrador dos Condes de Bragança
Museu Municipal de Ourém – Núcleo da Casa do Administrador
Pelourinho
Fonte Gótica
Ponte dos Namorados / Fonte do Ribeirinho
Jardim D. João P. Venancio
Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurios de Ourém/Torres Novas (também conhecido como Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios da Serra de Aire ou por Pegadas da Serra de Aire)

ABRANTES

PicMonkey Collage Abrantes

A ancestralidade das origens de Abrantes comprova-se pelos inúmeros vestígios arqueológicos de diversas épocas históricas descobertos no concelho. Entre os mais antigos assinalam-se as antas pré-históricas da Aldeia do Mato, as ruínas da oppidum de Aritium Vetus em Alvega, a ponte romana de Alferrarede – Entre Ribeiras, e as necrópoles visigóticas de Rio de Moinhos.
Em pleno século XII, D. Afonso Henriques deixou marcas profundas com a conquista do território aos mouros em 1148, seguida pela doação do castelo e termo de Abrantes à Ordem de Santiago de Espada em 1173.
Associada à origem do nome Abrantes existe uma lenda encantada.
Abrantes situa-se a 35 km de Torres Novas.

Locais de interesse:
Praia Fluvial da Aldeia do Mato
Fortaleza/ Castelo de Abrantes
Outeiro de São Pedro
Igreja de São Vicente
Igreja de São João Baptista
Igreja de Santa Maria do Castelo, Museu D. Lopo de Almeida
Antigo Convento de São Domingos/ Biblioteca Municipal de Abrantes
Ermida de Santa Ana
Ruínas da Oppidum de Aritium Vetus
Ponte Romana de Alferrarede/ Ponte dos Mouros 

GOLEGÃ

PicMonkey Collage Golegã

A Golegã é uma pequena vila rural situada entre os rios Tejo e Almonda.
A presençã humana nestas paragens remonta ao período do Calcolítico Inicial atestada por vestígios de utensílios e construções fortificadas.
Esta povoação nasceu nos alvores da nacionalidade, quando uma mulher natural da Galiza ali se estabeleceu e abriu uma estalagem. A partir daí passou a designar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde «Golegã».
O cavalo é o ex-líbris da cidade, assim como o touro bravo e o campino.
É na região da Golegã que se localizam as mais prestigiadas e antigas coudelarias de cavalo Lusitano do mundo.
Anualmente realiza-se na Golegã, no início de Novembro, a Feira Nacional do Cavalo, maior feira de cavalos do país, única do seu género no mundo, o que torna a Golegã a Meca de todos os amantes do cavalo Lusitano, conquistando ano após ano, cada vez mais aficionados nacionais e estrangeiros.
A Golegã situa-se a 11km de Torres Novas.

Locais de interesse:
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
Casa-Estúdio Carlos Relvas
Museu Municipal da Máquina de Escrever

O Complexo Equuspolis onde se insere o Museu de Pintura e Escultura do Mestre Martins Correia, uma Galeria de Arte e um Museu de História do Cavalo.
Centro Hípico Lusitanus
Quinta da Cardiga

ENTRONCAMENTO

PicMonkey Collage Entroncamento

O Entroncamento nasceu em meados do séc. XIX, com os alvores da construção ferroviária, e começou por ser uma simples estação de caminhos-de-ferro. O nome da cidade deriva do entroncamento ferroviário que aqui se formou, com a junção das Linhas do Norte e do Leste, em 1864. No tempo em que o comboio era o meio de transporte mais utilizado, muitos viajantes ilustres vindos da Europa pela Linha do Leste, ou fazendo o percurso inverso, almoçaram ou jantaram no restaurante da estação. Nas suas obras literárias, vários escritores se lhe referiram: Hans Christian Andersen, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Alberto Pimentel, Luzia (pseudónimo de Luísa de Freitas Lomelino) e Eduardo Meneres.
Esta é, também, a terra dos “fenómenos” do anedotário luso, terminologia que remonta à década de 50 do século XX. De acordo com relatos populares, passam-se eventos curiosos, extraordinários ou mesmo fantásticos, que recebem ainda hoje alguma cobertura dos media.
O Entroncamento localiza-se a 7km de Torres Novas.

Pontos de interesse:
Museu Nacional Ferroviário – guarda tesouros nacionais como o Comboio Real ou o Comboio Presidencial Português.
Bairros Ferroviários
Parque Verde do Bonito
Capela de São João Baptista
Chafariz das Vaginhas
Escola Camões
Igreja Matriz

CONSTÂNCIA

PicMonkey Collage Constância

Constância é uma bonita vila aninhada entre os rios Tejo e Zêzere, numa espécie de Península, muitas vezes apelidada de “Vila Poema” por ter sido local de residência do grande poeta Português, Luís de Camões, que nela se terá inspirado para algumas das suas obras.
Outrora chamada de “Punhete”, neste local viveram Iberos, Romanos, Visigodos e Mouros. Constância viveu muito do transporte fluvial, da construção e da reparação naval, da travessia e da pesca.
A sua realidade alterou-se com a chegada do caminho-de-ferro, no século XIX, e do transporte rodoviário, em meados do século XX, e com a construção das barragens que a circundam, virando-se cada vez mais para a indústria turística.
Constância situa-se a 20km de Torres Novas.

Locais de interesse:
Casa-Memória de Camões
Jardim-Horto de Camões, Jardim de Macau, Planetário de Ptolomeu
Monumento a Camões
O Palácio
Museu dos Rios e das Artes Marítimas
Praça Alexandre Herculano
Pelourinho
Ponte de Santo Antoninho
Ponte Sobre o Tejo
Casa-Museu Vasco de Lima Couto
Quinta e Capela de Santa Bárbara
Ruínas Romanas de Alcolobre
Torres do Relógio / Miradouro do Tempo
Igreja da Misericórdia
Igreja Matriz de Constância

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